Perdoa a imobilidade dos meus sentidos.
As vozes estão muito longínquas
e eu durmo.
Só o nevoeiro é doce como os teus braços.
Às vezes vêm canções e lembranças.
Vozes ou não,
trazem o calor de ti.
Por isso eu me estendo no prado
molhado e chorado.
Através das ervas ouço o grasnar das aves
e procuro no tempo o significado do que sucede.