abril 04, 2006

POEMA NA SOMBRA

Perdoa a imobilidade dos meus sentidos.
As vozes estão muito longínquas
e eu durmo.
Só o nevoeiro é doce como os teus braços.
Às vezes vêm canções e lembranças.
Vozes ou não,
trazem o calor de ti.
Por isso eu me estendo no prado
molhado e chorado.
Através das ervas ouço o grasnar das aves
e procuro no tempo o significado do que sucede.

Publicado por Joaquim Semeano em abril 4, 2006 03:53 PM
Comentários
Comente esta entrada









Lembrar-me da sua informação pessoal?