Sentamo-nos à esquina
de cada casa
onde estamos tentados
a entrar.
Vemos passar a multidão.
O vento cai pesado
sobre cada perna
que podemos levantar.
E ali ficamos
dia após dia
como a velhinha
sentada no banco
que todas as manhãs
nos diz bom-dia.
As vozes
à nossa volta
são como os carros
na revolta
das estradas.
São ruidosas,
poluem o ar
com os fumos
do seu respirar.