março 29, 2005

AS CRIANÇAS ÍNDIGO

Ofereceram-me, pelo meu aniversário, um livro que se diz dirigido a todos os pais com crianças pequenas. É o meu caso, e por isso mergulhei nele com alguma avidez. "As Crianças Índigo", de Lee Carroll e Jan Tobe, fala-nos de uma nova geração de pequenos seres, com características especiais, tão diferente de anteriores que se crê estarem no mundo para o transformarem.

Estas ideias inserem-se na corrente de new age que cada vez mais caracteriza a nossa era, muito virada para os valores espirituais, que durante o século 20 se foram perdendo de uma forma cada vez mais evidente. Actualmente, estas correntes procuram recuperar o terreno perdido, mas tentando chegar mais longe, a caminho de uma sociedade mais pura, pacífica e inteligente.

No meio disto tudo, e como sempre aconteceu, há os bons e os maus, os competentes e sabedores e os outros que se procuram aproveitar da situação. Por isso, também foi com alguma cautela que entrei na leitura de "As Crianças Índigo". Chegado ao meio do livro, confesso algum desinteresse, sobretudo no que respeita à atribuição de dotes quase sobrenaturais às novas crianças, e até a alguma reverência, que nos é aconselhada pelos autores. Mas respeito a maior parte das indicações que nos é dada sobre a forma de nos relacionarmos com as crianças: com carinho, com muita atenção e respeito, procurando ensinar e aprender ao mesmo tempo.

Para mim, esta é a atitude a ter com todas as crianças, sejam elas Índigo, sobredotadas ou simplesmente... normais. E por essa razão, não deixa de ser interessante, e bem significativo, que num ambiente de new age nos seja proposto o reformular da nossa relação com as crianças. Significa que também isso se perdeu nos últimos anos. Como aconselham Lee Carrol e Jan Tobe, é importante que nós, agora, sejamos capazes de recuperar esse tesouro.

Publicado por Joaquim Semeano em março 29, 2005 09:06 PM
Comentários

Gostei das suas palavras e subscrevo o seu ultimo parágrafo.

Afixado por: jorge em abril 6, 2005 12:15 PM