Os Selvagens, como é seu timbre, andavam fugidos. Depois de muitas voltas, reencontraram-se aqui, no Bosque. Por isso, eis o capítulozinho seguinte, na selva da literatura.
-- O que estás a fazer? -- perguntou Adéle, irmãzinha de Dúlio. É pequenina, muito mais pequenina do que ele. Duas tranças louras e um rosto redondo, muito vermelho.
Por acaso, deu por ele ao longe.
-- Olha, o meu irmão!
E correu, apanhando-o em contemplação esquisita perante um espantalho. Um boneco que não tinha nada que ver.
Dúlio olhou-a espantado. Não esperava encontrá-la aqui.
-- Que fazes aqui?
-- Nada... e tu?
-- Nada... e que tens tu com isso?
Assim, neste desentendimento permanente, os dois se puseram a olhar o imóvel espantalho. Era majestoso, o boneco. Olhava-os fixamente e não dizia nada. Como se soubesse tudo do mundo.
-- Já imaginaste... -- disse, subitamente, o entusiasmado Dúlio -- Já imaginaste... se ele falasse! As coisas que nos poderia dizer!