Voltemos ao convívio dos Selvagens. Sem perplexidades. Ser selvagem é, no mundo de hoje, cada vez mais, ser Sério.

O desenho é da autoria de Jo Ann Ugolini
Por causa da luz que subitamente invadiu a planície, Marilina Sea fugiu. Rodin ficou a olhá-la, com uma surpresa imensa. Mas ela corria como se tivesse visto um fantasma. Porém, o sol chegara, imprevistamente, e entre os dois a aproximação tornara-se subitamente impossível. Não havia mais lua, não havia mais nenhuma estrada no sentido do mundo esquecido. Quando a luz chegou, foi como se se fechassem os olhos dos dois.
Ao longe, no cimo do monte, avistou-se a figura de um qualquer camponês. E ela, Rodin sentiu-o, estremeceu como a criança apanhada numa brincadeira proibida.
-- Espera! Onde vais?
Contudo, nada pôde fazer. Faltaram-lhes reflexos, fugiu-lhe a decisão. Rodin viu Marilina afastar-se em desesperada corrida pela planície. E ao longe, num indefinido espaço, julgou ver um palhaço sorridente.