
Lizarede... sabemos agora que é um velho. E que mais? Que procura algo, talvez uma luz ao fundo da rua. É desta procura constante que deve fazer-se o crescimento do homem enquanto espécie. Da procura da LUZ.
Na internet, também podemos encontrar muitas luzes. Nesta página, por exemplo.
Ao acaso, Lizarede atravessou a planície. Que era longa como poucas, longa como se na realidade não existisse. Quem o via ao longe, pensava que ele estava louco. Não faltou quem referisse ter o velho fugido de um asilo próximo. Mas Lizarede, solitário, estava num mundo só dele, que só a ele pertencia. Andando, não via ninguém. Caminhava com cega confiança no instinto, não perdendo a esperança de a todo o momento reencontrar o arco-íris, com aquela cor misteriosa, névoa que encerrava os mais impensáveis segredos.
Mas, em vez dele, o velho caminhante encontrou uma aldeia, já a noite descia sobre o local. Uma aldeia pequena e silenciosa, como se ali não habitasse ninguém. Era atravessada por uma rua estreita e deserta, que estaria totalmente escura se não fosse uma luz, lá ao longe, ao fundo, talvez já para lá da aldeia. Por causa dessa luz, Lizarede avançou.