maio 03, 2004

A ESTRADA - Não resistindo àquele luar magnífico

A Estrada está a chegar ao fim. É uma velha divagação literária, que por estes dias voltou a encantar-me o olhar. Há coisas que durante anos ficam guardadas nas gavetas e que depois nos chamam e nos reconciliam connosco próprios. Há luares magníficos, a que não se resiste. Moonlight.jpg


Uma lua fantástica entrou por ali dentro e tudo iluminou. Alcaluz abriu a primeira página e uma luz imensa lhe entrou pelos olhos. Durante uns momentos nada viu, mas depois as palavras começaram a surgir. Era a história de um homem perdido, de uma mulher à espera, de um homem regressado da guerra, de uma criança sem eira nem beira.
Alcaluz interessou-se. Mas o seu voltar de página foi interrompido por um som surdo e seco. Ster adormecia e deixara cair o livro ao chão. Alcaluz apanhou-o e, pegando na criança, levou-a para um dos quartos. Ster ficou a dormir, enquanto ele voltou para fora e, não resistindo áquele luar magnífico, saiu à rua e ficou espantado com o que viu.

Publicado por Joaquim Semeano em maio 3, 2004 01:17 AM
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