Regressamos à Estrada, com o perdido Alcaluz. Talvez nestas andanças literárias encontremos respostas para as nossas interrogações. Talvez.
O rapaz chamava-se Ster e vinha de um sítio longínquo. Era só isso que ele sabia dizer. Não se lembrava de nada mais, nem de um café isolado no meio do caminho.
Os dois perdidos andaram durante muito tempo, até que o desespero de Alcaluz cresceu tanto que não mais conseguiu andar, pensar ou ver. Parados junto a uma àrvore velha e vergada ao sabor de muitos ventos, em novo momento de indecisão se encontraram.
Até que veio uma mulher. Não a do café, mas outra, diferente, maior e mais bonita. Para Alcaluz, era a mulher mais bonita que alguma vez encontrara. Trazia um vestido fino e branco, quase transparente, enfeitado por muitas flores, e calçava sandálias de Verão. Era alta e elegante como nenhuma outra. Tinha cabelos castanhos claros, e os olhos grandes e muito escuros, negros mesmo, extraordinariamente profundos e expressivos.
Alcaluz viu, pelo olhar dela, o que estaria nesse momento a sentir. O encanto, o maravilhoso encanto da descoberta. Ela olhou fixamente para a criança, como se a reconhecesse de algum lado, e depois olhou para Alcaluz e sorriu-lhe, como se o pretendesse arrastar, enfeitiçado.
Sem uma palavra, chegou junto a eles, parou durante dois minutos, e a seguir fez-lhes um sinal para que a seguissem. E caminhou, pois era certo que eles a seguiriam.