Em tempos que já lá vão, o rei Sampaio I deslocou-se, e mais a sua corte, até ao longínquo reino da Noruega, que era banhado pelo Oceano Pacífico. Sim, era ao som das músicas escolhidas pelo João Chaves que o princeso noruguês recebia as comitivas de países distantes. De Portugal, um reino banhado pelo Mediterrâneo, o princeso nunca ouvira falar, mas pediu aos seus conselheiros que lhe trouxessem um dossier o mais completo possível, para que não dissesse qualquer asneira.
Assim, o princeso norueguês pôde conhecer as extraordinárias obras que o reino de Sampaio I estava a fazer para poder receber o Mundial de futebol: vários hospitais em todos os distritos, muitos jardins para alindar as cidades, e grandes promoções culturais. Em dossiers tão completos vinham também os relatos do amor revelado por pessoas importantes da vida portuguesa pelas criancinhas pobres e orfãs ao cuidado de uma instituição de solidariedade social. Num relato completíssimo sobre o humanismo do reino de Sampaio, nem faltou uma banda desenhada sobre a semana inteira em que toda a gente chorou a morte de um desportista em directo pela televisão -- e gostaram tanto que exigiram que o sucedido fosse repetido vezes sem conta pelos canais televisivos --, terminando essa banda desenhada com uma aliciante apresentação dos próximos episódios, a prometer grande acção e emoção, directamente dos túneis dos estádios que irão receber o Mundial de futebol. O princeso norueguês gostou tanto disto que já encomendou vários exemplares do próximo número da BD.
E Sampaio I, sempre sorridente, e depois de um discurso que deixou perplexos (ninguém sabe porquê...) todos os presentes, convidou o princeso para umas férias à beira do Mediterrâneo.