"Apanhámo-lo!", gritou o americano, emproado, para ser aplaudido de seguida pelos jornalistas (?). Depois, as imagens televisivas mostraram-nos um velhote de cabelos desgrenhados, os olhos encovados e sem brilho, uma barba longa, esbranquiçada, como a do Pai Natal. Seria ele? Os americanos teriam apanhado o Pai Natal?
A época é propícia a festejos destes, mas ao que parece não era o Pai Natal. Era, dizem os americanos, um tal de Saddam Hussein, personagem inquietante dos filmes de guerra da nação mais evoluída do mundo. Nesses filmes, contam -- que eu vejo pouco estes filmes musculados, cheios de tiros e explosões, mas que não têm argumentos e são completamente desprovidos de princípios humanistas -, o Saddam é uma espécie de inimigo público nº 1.
Pergunto-me porquê: como é que um vagabundo daqueles (nas imagens televisivas até estavam a ver se ele tinha piolhos, ou dentes podres...), pode ser uma ameaça para a nação mais desenvolvida do mundo? Confirmo: estes filmes americanos são completamente desprovidos de imaginação e humanismo.
Publicado por Joaquim Semeano em dezembro 14, 2003 11:21 PMBoa tarde, Sr. Joaquim. É com muito agrado que reconheço que eu estou de acordo. Esse homem só podia ser o pai Natal. As prendas são os piolhos e os dentes podres, para aqueles que se portaram mal. ;D Continue!
Afixado por: Sk8terGirl em dezembro 22, 2003 10:38 PM