“Quando cheguei a casa, eu vinha de muito longe e estivera ausente durante longo tempo. Estivera, até, quase me atrevo a dizer, noutro tempo, noutra dimensão, noutra vida. Estava desgostoso com muita coisa, desiludido e com uma estranha força para lutar.”
Delman era um pequeno deus. Vestido ainda com o dourado dos príncipes, enchia-lhe o espírito um vento de aventura e rebeldia.
Olhando-o de volta dos seus brinquedos, a mãe pensava:
-- Quando fôr crescido, vai ser terrível!
Só uma coisa podia controlar os nervos de Delman: as barbas compridas de um velho sábio.
-- Olha que ele vem aí! – avisava-o a mãe.
Mas depressa Delman, o pequeno deus, compreendeu que até à chegada do velho haviam mais umas coisas para partir.
Foi assim que cresceu e se fez um deus como nenhum outro, com repentinos ataques de criancice. Estes ataques eram estranhos e ninguém os compreendia. A mãe, que sempre esperara outra coisa do verdadeiro deus Delman, depressa molhou umas lágrimas debaixo do travesseiro e convenceu-se de que não educara bem o seu menino.
-- Não sei o que ele procura nas suas criancices... – lamentava-se em conversas com as vizinhas.
Certa noite, procuraram um deus feiticeiro, e ele deu-lhes a resposta:
-- Ele procura uma sombra.
isto é tudo muito bonito, mas a chamada blogosfera é um mito. ou quase. No bloggulk, em www.kconcreto.blogger.com.br, a realidade domina. Crua.
continue-se, portanto